Como saber se o cachorro está com dor? 15 sinais sutis para observar no dia a dia

Fala, galera! Aqui é o Claudio, fisioterapeuta veterinário, e no artigo de hoje vamos falar sobre como reconhecer sinais de dor no seu amigo de quatro patas.

Quando pensamos em um pet com dor, é comum imaginar um animal chorando, gritando ou mancando de forma evidente. Só que, principalmente nos casos de dor crônica, a realidade costuma ser muito mais discreta do que isso.

O cachorro continua comendo, passeando, abanando o rabo e participando da rotina da família normalmente. O que muda são pequenos detalhes que muitas vezes nem são percebidos. Ele demora um pouco mais para levantar, pensa duas vezes antes de subir no sofá, começa a caminhar atrás da tutora durante o passeio ou simplesmente deixa de fazer alguma coisa que sempre fez.

E é justamente por isso que a dor pode permanecer escondida durante semanas ou até meses.

A cute golden retriever puppy lying down with a relaxed expression, captured indoors.

O cachorro não precisa chorar para estar com dor

Esse é provavelmente um dos pontos mais importantes deste artigo. A ausência de choros ou gemidos não significa ausência de dor.

Principalmente quando o problema se desenvolve lentamente, o cachorro tende a adaptar seus movimentos e o próprio comportamento para evitar aquilo que incomoda. As diretrizes de manejo da dor da American Animal Hospital Association destacam justamente que a avaliação da dor em cães não deve se limitar à reação ao toque. Postura, forma de caminhar, comportamento e mudanças percebidas pelo próprio tutor também são fundamentais.

Isso acontece muito em doenças como artrose, alterações na coluna, displasia, problemas em joelhos e outras condições musculoesqueléticas. Aos poucos, o animal aprende a sentar de outra forma, distribuir o peso de maneira diferente e evitar determinados movimentos.

Com o passar do tempo, essa nova forma de se movimentar começa a parecer normal para quem convive com ele todos os dias.

Por isso, em vez de perguntar apenas: “Meu cachorro está demonstrando dor?” vale a pena fazer outra pergunta: “Meu cachorro está fazendo alguma coisa diferente de seis meses ou um ano atrás?”

A dor aguda e a dor crônica podem aparecer de formas diferentes

A dor aguda normalmente surge após alguma lesão, cirurgia, inflamação ou trauma recente. Nesses casos, os sinais costumam ser mais fáceis de perceber. O cachorro pode proteger uma região do corpo, evitar apoiar uma pata, ficar inquieto ou reagir quando determinada área é tocada.

A dor crônica é diferente.

Ela permanece por períodos prolongados e pode provocar alterações progressivas na mobilidade, no sono, na disposição e na interação do cachorro com o ambiente. É justamente essa dor que mais facilmente acaba sendo confundida com preguiça, mudança de personalidade ou envelhecimento. A Universidade de Medicina Veterinária de Viena também alerta que diferenciar dor crônica de mudanças atribuídas à idade pode ser difícil e cita redução do movimento, menor interesse em brincar, maior necessidade de descanso e alterações de humor entre os sinais possíveis.

15 sinais sutis de que o cachorro pode estar sentindo dor

Nenhum desses sinais, sozinho, confirma que exista dor. Existem diversas outras razões capazes de provocar as mesmas mudanças. O importante é observar o conjunto e, principalmente, perceber quando vários desses comportamentos aparecem juntos ou começam a se intensificar.

Alguns sinais que merecem atenção são:

  • rigidez nos primeiros passos depois de dormir ou descansar;
  • dificuldade ou demora maior para levantar;
  • dificuldade para deitar ou encontrar uma posição confortável;
  • hesitação para subir ou descer escadas;
  • recusa ou dificuldade para pular no sofá, na cama ou no carro;
  • passeios mais lentos ou vontade de voltar para casa mais cedo;
  • redução das brincadeiras e das atividades que antes davam prazer;
  • transferência de peso para outras patas ou mudança na postura;
  • alteração na maneira de sentar ou deitar;
  • mudanças no sono, inquietação durante a noite ou troca frequente de posição;
  • ofegação ou respiração acelerada sem calor ou exercício que expliquem;
  • maior irritabilidade, isolamento ou mudança na interação com pessoas e outros animais;
  • sensibilidade ao toque em regiões que antes eram manipuladas normalmente;
  • lambedura, mordiscamento ou atenção excessiva a determinada parte do corpo;
  • perda de massa muscular, assimetria corporal ou mudança progressiva na forma de caminhar.

Os veterinários utilizam justamente alterações de postura, comportamento, mobilidade e atividades funcionais como parte da avaliação da dor. Na dor crônica, a observação feita pela tutora em casa ganha ainda mais importância, porque ele consegue comparar o comportamento atual com aquilo que era normal para aquele cachorro.

Um dos primeiros sinais pode aparecer depois que o cachorro acorda

A rigidez após o repouso é um sinal muito interessante.

O cachorro dorme durante algumas horas, levanta e parece estar “enferrujado”. Os primeiros passos são mais curtos e lentos. Depois de caminhar durante alguns minutos, ele aparentemente melhora.

É comum ouvir que isso acontece simplesmente porque o animal está envelhecendo. Mas essa rigidez merece atenção, principalmente quando vai ficando mais evidente ao longo dos meses.

Em cães com alterações articulares, o início do movimento pode ser desconfortável. Conforme o corpo aquece e o animal continua caminhando, o movimento pode ficar aparentemente melhor. O fato de melhorar depois de alguns minutos não significa que o problema deixou de existir.

Observe como seu cachorro levanta e deita

São movimentos tão comuns que quase nunca prestamos atenção neles.

Mas experimente observar seu cachorro levantando do chão amanhã de manhã.

Ele se levanta diretamente ou precisa preparar o corpo?

Usa bastante as patas dianteiras para se puxar?

Balança o corpo antes de conseguir levantar?

Tenta uma vez, para e tenta novamente?

Um cachorro com dor nos membros posteriores, por exemplo, pode transferir bastante carga para as patas dianteiras ao levantar. Já problemas na coluna podem fazer com que ele mantenha o corpo mais rígido durante todo o movimento.

A mesma coisa vale para deitar.

Alguns cães começam a girar repetidamente antes de encontrar uma posição. Outros abaixam a parte da frente do corpo primeiro e deixam a parte traseira cair depois. Alguns simplesmente evitam permanecer muito tempo na mesma posição.

Essas pequenas adaptações contam uma história sobre como aquele cachorro está utilizando o próprio corpo.

Escadas, sofá e carro podem revelar problemas muito cedo

Muitas vezes o cachorro ainda consegue caminhar normalmente em uma superfície plana, mas começa a evitar movimentos mais exigentes.

É aí que escadas e saltos se tornam interessantes.

Subir escadas exige força dos membros posteriores e uma boa amplitude de movimento das articulações. Descer também exige bastante controle muscular. Saltar para dentro do carro ou sobre o sofá adiciona ainda mais carga e velocidade ao movimento.

Por isso, um cachorro pode continuar caminhando relativamente bem e, ao mesmo tempo, começar a hesitar antes de subir uma escada.

Às vezes ele ainda sobe, mas fica parado olhando para os degraus durante alguns segundos.

Ou continua entrando no carro, mas deixa de saltar espontaneamente e passa a apoiar primeiro as patas dianteiras.

Esses segundos de hesitação podem ser um dos primeiros sinais de que aquela atividade deixou de ser confortável.

O passeio também começa a mudar

Não basta observar se o cachorro ainda quer sair de casa.

É importante observar como ele passeia.

Talvez continue extremamente animado quando você pega a guia, mas depois de quinze minutos passe a caminhar atrás de você.

Talvez pare mais vezes.

Talvez escolha trajetos mais curtos.

Talvez esteja menos interessado em correr atrás de outros cães como fazia antigamente.

Ou pode começar o passeio relativamente rígido, melhorar depois de alguns minutos e voltar para casa cansado demais.

Na avaliação de dor crônica em cães, a mobilidade e as atividades funcionais do cotidiano são tão relevantes que vários questionários veterinários validados perguntam justamente sobre esse tipo de mudança. Entre eles estão instrumentos como o Canine Brief Pain Inventory e o Liverpool Osteoarthritis in Dogs.

Mudanças no comportamento também podem estar relacionadas à dor

Nem sempre o problema aparece andando. Às vezes o primeiro sinal é comportamental. Um cachorro que sempre adorou carinho pode começar a se afastar quando alguém toca no quadril. Outro pode ficar irritado quando crianças se aproximam enquanto ele está descansando.

Também pode acontecer o contrário. Alguns cães ficam mais dependentes da tutora, procuram contato constantemente ou demonstram maior insegurança.

O comportamento do cachorro pode mudar simplesmente porque conviver com dor durante boa parte do dia altera a maneira como ele reage ao ambiente.

Por isso, uma mudança repentina de personalidade merece uma investigação mais ampla antes de ser tratada simplesmente como um problema de comportamento.

Até o sono pode mudar

Um cachorro que sente desconforto pode ter dificuldade para permanecer na mesma posição durante muito tempo.

Ele deita.

Levanta.

Muda de lugar.

Volta para a cama.

Levanta novamente.

Alguns começam a dormir mais durante o dia porque a atividade diminuiu. Outros ficam inquietos principalmente durante a noite.

Esse ponto já é tão relevante na avaliação da dor que existem questionários veterinários específicos voltados à qualidade do sono de cães com problemas musculoesqueléticos. A AAHA cita, por exemplo, o Sleep and Nighttime Restlessness Evaluation, desenvolvido para acompanhar alterações relacionadas ao descanso noturno.

Ofegar também pode ser um sinal de desconforto

Todo cachorro ofega.

Ele pode estar com calor, cansado depois de uma atividade, estressado ou simplesmente muito excitado.

Por isso, ofegar isoladamente não significa que exista dor.

Mas o contexto importa.

Se o cachorro está deitado tranquilamente dentro de casa, a temperatura está agradável, ele não acabou de se exercitar e mesmo assim começa a ofegar repetidamente, vale observar se existem outros sinais associados.

Quando esse comportamento aparece junto com dificuldade para deitar, inquietação, mudança na postura ou sensibilidade ao toque, a informação ganha muito mais relevância.

A postura pode revelar uma compensação antes mesmo da claudicação

Esse é um ponto especialmente importante na fisioterapia veterinária.

Nem todo cachorro com dor manca.

O organismo pode simplesmente redistribuir as cargas.

Imagine um cachorro que sente desconforto em uma das patas traseiras. Em vez de parar completamente de utilizá-la, ele pode colocar um pouco menos de peso nesse membro e transferir parte da carga para as patas dianteiras.

A diferença pode ser pequena.

Ao longo das semanas, porém, ela começa a modificar todo o corpo.

A AAHA descreve que cães com dor podem deslocar o peso para longe de um membro dolorido e que alterações de postura e distribuição de peso podem ser observadas tanto parados quanto em movimento.

Por isso eu sempre gosto de observar o cachorro parado antes mesmo de começar a movimentá-lo.

As patas estão posicionadas de forma semelhante?

O corpo está centralizado?

Uma das patas fica constantemente mais para frente?

Existe mais peso na parte da frente do corpo?

Essas pequenas assimetrias podem fornecer informações muito importantes.

Relaxed dog covering face with paws captures serene moment. Ideal for tranquility and comfort themes.

A perda muscular pode ser consequência da dor

Quando o cachorro evita utilizar uma região do corpo, aquela musculatura começa a receber menos estímulo.

Com o tempo, ela diminui.

É muito comum perceber um membro mais fino do que o outro em cães que apresentam uma lesão ortopédica há algum tempo.

E isso cria um problema adicional.

O músculo não serve apenas para produzir movimento. Ele também ajuda a estabilizar articulações e controlar as forças que passam pelo corpo.

Quando existe perda muscular, uma articulação que já estava dolorida pode ficar ainda menos protegida.

Além disso, as regiões que passaram a compensar o problema original começam a trabalhar mais. É por isso que um cachorro pode chegar à fisioterapia com uma lesão no joelho e apresentar também tensão muscular importante na coluna ou nas patas dianteiras.

Existem sinais no rosto do cachorro?

A expressão facial também pode mudar com a dor, mas precisa ser interpretada com bastante cuidado.

Olhos parcialmente fechados, tensão facial, mudança na posição das orelhas e um aspecto geral de desconforto podem aparecer em determinados pacientes.

Entretanto, cães apresentam enorme variação entre raças e indivíduos. Um Boxer, um Husky e um Chihuahua possuem anatomias faciais completamente diferentes.

Por isso, o mais importante não é tentar decorar uma “cara de dor”.

É conhecer a expressão normal do próprio cachorro e perceber alterações.

As escalas veterinárias para dor aguda levam justamente em consideração diferentes componentes comportamentais e posturais, e não apenas uma única expressão. Entre as ferramentas utilizadas estão a Glasgow Composite Measure Pain Scale e a Colorado State University Canine Acute Pain Scale.

Cuidado para não confundir envelhecimento com dor

Talvez esse seja um dos erros mais comuns em cães idosos.

“Ele não sobe mais escadas porque está velho.”

“Ele dorme mais porque está velho.”

“Ele demora para levantar porque está velho.”

Claro que o organismo muda com o envelhecimento.

Mas isso não significa que toda perda de mobilidade seja uma consequência inevitável da idade.

A Vetmeduni de Viena alerta justamente para a dificuldade de diferenciar alterações relacionadas ao envelhecimento de sinais de dor crônica. Menos brincadeiras, maior necessidade de descanso, alterações de movimento e mudanças de humor podem estar relacionadas à dor e merecem investigação.

Esse detalhe pode mudar completamente a qualidade de vida de um cachorro idoso.

Porque aquilo que parecia simplesmente “velhice” pode, em alguns casos, ser um problema tratável ou pelo menos controlável.

Um exame de imagem não mede a dor do cachorro

Radiografias, tomografias e ressonâncias são extremamente importantes para investigar diversas doenças.

Mas existe uma diferença entre identificar uma alteração estrutural e medir quanto aquilo incomoda o paciente.

Em cães com artrose, por exemplo, o grau das alterações observadas em uma radiografia nem sempre acompanha perfeitamente a intensidade da dor percebida durante a avaliação clínica. Eu vejo todos os dias, no meu consultório, cães que já estão com artrose avançada, por exemplo, e ainda caminham e correm muito bem. Outros, porém, têm artrose em estágio inicial e sentem muita dor ao caminhar. Isso também acontece com outras doenças, como a displasia de quadril. Por isso, uma boa investigação combina histórico, comportamento, palpação, postura, movimento e exames complementares quando necessários.

O cachorro precisa ser avaliado como um todo.

Não apenas como uma radiografia.

O tutor tem um papel enorme na identificação da dor

Na consulta, o profissional observa o cachorro durante alguns minutos. Você observa seu cachorro todos os dias.

Por isso, informações trazidas pela tutora são extremamente importantes na avaliação de dores crônicas. Questionários padronizados são utilizados justamente para transformar essas observações do cotidiano em informações que possam ser acompanhadas ao longo do tempo.

Pesquisadores da Universidade de Helsinki, por exemplo, desenvolveram e validaram o Helsinki Chronic Pain Index para avaliar dor crônica relacionada à artrose a partir das observações dos tutores. O instrumento mostrou boa relação com mudanças na mobilidade e na qualidade de vida.

Na Suécia, a própria Universidade Sueca de Ciências Agrárias mantém atualmente um projeto de pesquisa voltado especificamente a ensinar tutores de cães e gatos a reconhecer sinais de dor, justamente porque a identificação precoce pode favorecer uma procura mais rápida por atendimento.

Ou seja: prestar atenção nos pequenos detalhes do cotidiano realmente importa.

Gravar vídeos pode ajudar muito

Se você começou a perceber alguma alteração, uma das coisas mais úteis que pode fazer é documentar.

Não precisa filmar o cachorro durante horas.

Escolha movimentos simples e repita os vídeos periodicamente.

Você pode:

  • filmar o cachorro levantando depois de dormir;
  • gravar alguns metros caminhando de frente, de costas e de lado;
  • registrar como ele senta e deita;
  • filmar uma atividade na qual você percebeu dificuldade;
  • guardar vídeos antigos para comparar com os atuais.

As diretrizes da AAHA incluem fotos e vídeos feitos em casa entre os recursos que podem ajudar na avaliação da dor, especialmente porque alguns comportamentos não aparecem da mesma maneira dentro da clínica.

Às vezes uma mudança que parecia imperceptível fica extremamente clara quando colocamos dois vídeos com seis meses de diferença lado a lado.

O que você pode observar em casa

Depois de ler este artigo, não precisa passar o dia inteiro procurando problemas no seu cachorro. A ideia é simplesmente começar a prestar mais atenção aos hábitos normais dele.

Algumas coisas que ajudam muito são:

  • compare o cachorro de hoje com ele mesmo alguns meses atrás, e não com outros cães;
  • observe principalmente os primeiros passos depois do repouso;
  • repare em mudanças nas escadas, saltos, passeios e brincadeiras;
  • observe como ele senta, deita e levanta;
  • compare a musculatura dos dois lados do corpo;
  • acompanhe mudanças de sono, disposição e comportamento;
  • grave vídeos quando perceber alguma alteração;
  • procure avaliação profissional quando uma mudança persistir, piorar ou interferir na rotina.

Quando procurar ajuda rapidamente?

Alguns sinais não devem esperar. Uma dor muito intensa que surge de repente, incapacidade de ficar em pé, dificuldade respiratória, fraqueza extrema, alterações importantes de consciência ou uma lesão grave após trauma precisam de atendimento veterinário rápido.

E mesmo quando não se trata de uma emergência, alterações progressivas de mobilidade ou comportamento merecem investigação.

Dor persistente não deve ser encarada como algo que o cachorro simplesmente precisa suportar.

Um sinal isolado não fecha um diagnóstico

Esse ponto também é fundamental. Um cachorro pode ofegar por dor, mas também por calor.

Pode dormir mais porque está com desconforto, mas também porque teve um dia extremamente ativo.

Pode parar de brincar porque sente dor ou simplesmente porque perdeu o interesse naquele brinquedo.

Nenhum desses comportamentos deve ser interpretado isoladamente como prova de uma doença.

O que importa é o padrão.

Quando você percebe várias mudanças acontecendo juntas, ou uma alteração que se mantém e progride ao longo do tempo, existe um motivo maior para investigar.

Avaliar dor exige reunir diferentes peças do quebra-cabeça. Esse princípio aparece tanto nas diretrizes da AAHA quanto nas recomendações globais da WSAVA.

A wire-haired dachshund lies peacefully on a sunlit pavement, basking in warmth.

Resumo

Reconhecer dor no cachorro nem sempre significa procurar um animal chorando ou mancando.

Principalmente nos casos crônicos, os sinais podem ser pequenos: alguns segundos a mais para levantar, uma escada que passou a ser evitada, um passeio mais curto, noites mais inquietas ou uma mudança discreta na postura.

Por isso, ninguém conhece melhor essas alterações do que quem acompanha o cachorro todos os dias.

Preste atenção ao movimento, às atividades que ele deixou de fazer e às pequenas estratégias que começou a utilizar para realizar tarefas simples.

E, principalmente, não aceite automaticamente que uma perda de mobilidade seja apenas consequência da idade.

Quanto mais cedo entendemos que alguma coisa mudou, mais cedo podemos investigar a causa e encontrar maneiras de ajudar aquele cachorro a continuar se movimentando com conforto e aproveitando a vida.

Se este artigo te ajudou, mande para outros tutores. Muitas vezes reconhecer um pequeno sinal no momento certo pode fazer uma enorme diferença na qualidade de vida de um cachorro. Até a próxima!

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